segunda-feira, 23 de junho de 2008

O cego e as cartas

"Isso não é um conto de fadas e ele,em um cavalo branco, jamais viria me buscar .

Ele joga os dados.
Faz a aposta.
Ganha.
Ele sempre ganha...

Ele até viria de cavalo branco,com uma rosa nas mãos e usaria aquele olhar que é só dele...e que é...

Mas ele viria de cavalo branco para buscar ela.

...apenas para busca-la."

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Eu ainda sinto em todas as partes de quem eu sou...
E quando o efeito passar eu sei que vou sentir falta...
...e é ai que mora meu medo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

MINHA dissociação da consciência CONSCIENTE

Estou hoje aqui porque amanhã não sei.Amanhã o mundo pode não ser colorido,um pouco distorcido,um borrão qualquer ou pode ser apenas uma lembrança guardada em uma caixa escura.
Hoje estou aqui...porque ontem eu não estive.Não estive com você,nem com ele,nem com alguém que me faça perder minutos sentindo saudades.Estive com pessoas que não conheço,pessoas escritas e outras em branco.Algumas que não preciso sequer conhecer para fazer parte do meu livro da vida,e outras......que sequer me lembrarei para depois esquecê-las.

Hoje estou aqui.Porque ontem não tinha ninguém para ouvir sobre meu dia e quem eu tinha me perguntava apenas por educação e falsa idéia de importância.Não havia ninguém para saber dos meus fracassos e ninguém...para que eu pudesse contar a minha vitória, que,por mais simples,era minha e eu sentia uma necessidade grande de compartilhar.
Não compartilhei.E deixei para trás algumas lágrimas por um tempo perdido.Um tempo em que o valor do que eu tinha para contar era tanto,que meu maior medo era de não atingir expectativas...e jamais,jamais imaginei o medo de não ter ninguém para me julgar.

Hoje estou aqui.Porque o vento toca meus dedos e gelados eles terminam dormentes.Tão dormentes quanto alguém cansado de sentir dor.Dor física ou não.Mas meus dedos não sentem nada a não ser a pressa.Pressa dos que estão vivos e precisam prestar atenção no relógio,dormir para acordar e comer e beber para viver.Pressa dos que se sentem entediados em não correr contra tudo... pressa daqueles que não sentem o vendo adormecer os dedos.Não tenho tenta pressa assim,eu senti.
Senti que a brisa ontem de manhã estava mais gelada do que a de anteontem e que a de hoje eu não irei sentir.

Hoje estou aqui porque o dia terminou.E a noite esconde meus segredos mais doces.
Ontem eu era uma pessoa que hoje já não sou.Perdas e ganhos,mudamos a cada instante em que um novo pensamento toma conta da nossa mente por alguns segundos e se acomoda criando um novo ideal,ou então,apenas juntando informações para um novo ideal.

Hoje eu ainda estou aqui.
Tentando dizer que eu sempre quis dar importância os pequenos detalhes da vida,sempre quis viver simples e amar todos.Sempre quis plantar uma flor,acordar cedo e caminhar na praia.Sempre quis dizer que me importo e que eu sou assim...um pouco voltada ao meu mundo de fantasia.E no meu mundo de fantasia não tem espaço para as coisas reais que eu sei que não irei fazer por serem prazeirosas apenas porque não faço.

Porque amanhã minhas lembranças podem virar pó.Minha recordações não terão a mínima importância e eu não compartilhei nada com alguém.E o vento e os dias de sol ...e a chuva os trovões e o vento... vão continuar sendo apenas um detalhe vago para todos aqueles que ainda estão com pressa...
Porque a noção de felicidade é relativa.
Porque a morte não me assusta em mim,mas no outros me apavora.

E porque nós ficamos tristes apenas por alguns minutos.Como se fosse uma pausa no tempo ao som de uma canção fúnebre e logo em seguida um tango.

Hoje eu estive aqui...

Para declarar que me arrependerei profundamente por não dizer às pessoas o que elas significam de verdade pra mim.Me arrependerei de não ditribuir meus abraços sinceros,minhas frases de admiração e meu amor...

E eu sei...pior é que eu sei.E não há nada que eu possa fazer a não ser aproveitar essa tragédia de pessoa que eu sou,consciente.
E escondendo de mim meus medos mais sinceros com mais medo ainda de senti-los.

Agora vocês sabem.

Serve a Coca.



Dissociação da consciência (perda da unidade psíquica comum do ser humano, na qual o indivíduo "desliga" da realidade para parar de sofrer)

terça-feira, 3 de junho de 2008

A.A

A desordem da auto-ajuda e palavras que não ajudam em nada na verdade.

Medos antigos tomam conta da minha vida novamente.E eu me sinto completamente inútil e sem propósito aqui...

È verdade que no fundo eu não gosto mesmo de falar de mim,e continuo dizendo por aí que sou praticamente um livro aberto.Até sou...

Mas todos possuem verdades que os outros,não deveriam jamais conhecer.

Meu armário está cheio de fichas que nunca apostei.

As vezes eu fico sentada olhando para qualquer lugar,pensando em vários finais diferentes para a minha vida.

E minha única dúvida é de como vou manter isso... eu não sei se eu gostaria de ter tal responsabilidade,de honrar alguém que fez algo por mim.

Eu gostaria muito mesmo de ter irmãos,porque assim mesmo que eu fosse um fracasso eu seria apenas mais um entre tantos e ainda assim teria alguém para fazer o que eu não pude.Claro..na melhor das hipóteses...

E eu sei que é muito,muito sem graça querer isso e jogar a suposta responsabilidade para outras pessoas..

Eu me sinto tão sozinha e não há nada que mude isso.

Esse pensamento antes seria o caos literalmente.Mas... hoje não.

Hoje não ...apenas porque eu conheci uma pessoa que me fez ver as coisas de uma forma diferente e não faz idéia disso..

...não faz idéia do quanto sou melhor hoje.

Mas ainda assim ... medos antigos tomam conta da minha vida novamente.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Também já não sei do que tanto falo...

Não me pergunte qual a direção.Já não sei.
Uma máquina fotográfica,uma caneta e um esmalte.Minha bolsa vive vazia,mas cheia de papéis de propaganda que eu pego no farol ,alegando sempre ser por educação,mas na verdade,é pura preguiça de dizer não,não quero,obrigada.

O tempo me faz uma pessoa melhor,mas eu ajudo,juro ao menos que tento ajudar.Tento ver que meus erros não foram por nada,mas a questão não é essa,a questão é reconhecer que alguma coisa foi erro...a questão maior é jurar em vão.
Água fria no rosto,meus olhos ardem.Eu choro por filme,por música,por livros,mas não pelos meus supostos erros e... eu choraria por tudo,menos por ...
Algo em mim morreu,no exato instante em que encontrei algo que pensei não existir.

Tento manter o que eu posso junto e sei que muitas pessoas fazem isso todos os dias,mas o vento é forte,mais forte do que eu,e me leva sempre na direção contrária.Um copo de Coca Cola,algumas mentiras e poucas balas.

E na bolsa jogo as mentiras,as balas e a chave de casa.

Porque voltar é inevitável.

domingo, 1 de junho de 2008

Dormi de porre...

...e tive revelações fantásticas sobre a minha vida.